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Cobre - O Metal Bactericida

Em 29 de fevereiro passado, a Enviromental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos – EPA) aprovou o registro do cobre e cerca de outras 300 ligas como antibacteriano, afirmando que beneficiam a saúde pública e reconhecendo que o cobre, o latão e o bronze, entre outras ligas, são capazes de destruir bactérias nocivas e mortais.

Com esta declaração, o cobre passa ser o primeiro metal no mundo a receber esse tipo de registro da EPA, respaldado por amplas provas de eficácia antimicrobiana já testadas, inclusive, em ambiente hospitalar nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Japão.

O registro baseia-se em testes de laboratórios independentes que utilizam protocolos estabelecidos por essa instituição. As pesquisas demonstraram a capacidade das ligas em destruírem bactérias específicas que causam doenças, principalmente as infecções hospitalares responsáveis, por exemplo, pela morte de 100 mil pessoas nos Estados Unidos a cada ano.

Segundo a EPA, quando as superfícies de ligas de cobre antimicrobianas são limpas com regularidade, elas destroem mais de 99,9% das bactérias (específicas) dentro de um período de duas horas e continuam destruindo mais de 99% dessas bactérias mesmo depois de repetidas contaminações.

As bactérias submetidas aos testes compreendem o Staphylococos aureus resistente a meticilina (MRSA), Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter aerogenes e Acinebacter baumanii, causadoras de sérias infecções hospitalares; além da E. Coli O157:H7 e Lysteria monocytogenes, patógenos da comida responsáveis por recalls de alimentos em massa no mercado.

A certificação pela Agência de Proteção Ambiental norte-americana inicia uma nova fase para o cobre. Há muitos anos, a aplicação do cobre na área da saúde já é reconhecida como de extrema importância. Na agricultura, por exemplo, ele é usado para combater fungos nas colheitas. Por suas propriedades bactericidas, também é utilizado em medicamentos e produtos higiênicos, como os agentes anti-placa em enxágües e cremes dentais. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma ingestão mínima de cobre (presente em frutas, verduras e legumes) para evitar doenças devido sua deficiência no regime alimentar.

Agora, o uso de ligas de cobre para superfícies de contato, como suplemento para evitar a contaminação bacteriana, terá implicações de longo alcance. Suas possíveis aplicações, que incluem materiais para mobiliário, portas, grades para camas hospitalares, aparelhos para uso intravenoso, dispensadores, torneiras, lavatórios, tanques e estações de trabalho, entre outros, ajudarão a reduzir a quantidade de bactérias que causam doenças nos quartos dos pacientes. Ao contrário de outros revestimentos e materiais de acabamento atualmente usados no mercado, a eficácia antibacteriana das ligas de cobre não se desgasta: elas podem oferecer proteção sólida e duradoura.

Em ambientes reais, nos quais as medidas higiênicas são insuficientes, as superfícies antimicrobianas podem ter um papel fundamental para limitar a contaminação, pois apresentam a característica de prevenir o contágio de doenças infecciosas se aplicadas conjuntamente com outras medidas sanitárias.

Dessa maneira, o Procobre Brasil, representação latino-americana da Internacional Copper Association (ICA) no país, passa a apoiar o desenvolvimento e a troca de informações, experiências, conhecimento e idéias que atendam as necessidades comerciais e normativas de todos os envolvidos na cadeia produtiva do cobre.

Fonte: Procobre – abril/2008

 

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